Affichage des articles dont le libellé est plantas viajadoras. Afficher tous les articles
Affichage des articles dont le libellé est plantas viajadoras. Afficher tous les articles

lundi 17 mars 2008

Plantas Viajadoras...




O café (Coffea sp.)


foi uma das alavancas impulsionadoras da renovação da economia de Sao Tomé e Principe (STP).

O café é originário das zonas montanhosas da Abissínia - Etiopia. Fruto de uma semente conhecida no sul da Europa já no final do século XVI, só foi introduzido no Brasil em 1727 pelo Sargento Mor Francisco Palheta (1670?) a darmos crédito à versão oficial Palheta teria se valido de uma expedição militar enviada a Caiena com o intuito de examinar questões referentes às disputas fronteiriças entre Portugal e França no âmbito da América do Sul para sob rigoroso sigilo transplantar ao Brasil, mais exactamente para Belém algumas sementes e mudas de café. É pelo menos o que se depreende da leitura das instruções dadas aos militares pelo governador do Maranhão João Maria da Gama, as quais o aconselharam textualmente "se acaso entrar em quintal ou jardim ou roça onde houver café" não hesitar um minuto sequer e "com pretexto de provar algum fruto… esconder algum par de grãos com todo o disfarce e toda a cautela". Assim mesmo a seco. (Alves Filho, 1999)

O café foi reintroduzido em África. Diz-se, que os portugueses trouxeram-no do Brasil para África Ocidental, precisamente para Cabo Verde e São Tomé, nos fins do século XVIII, demonstrando desta forma que foi mais fácil atravessar o Oceano Atlântico que o interior do continente Africano (Ferrão, 1992).

João Baptista da Silva Lagos enquanto capitão-mor de São Tomé trouxe-o “em uns caxões”. Aceitou-se durante muito tempo que o café foi introduzido em São Tomé no ano de 1800. Sabe-se hoje através de documentos, que, pelo menos em 1789, se fizeram introduções (Ferrão, 1992).


Como se referiu embora o café tenha sido introduzido, em STP, ainda no século XVIII, a expansão da cultura deu-se lentamente e só em 1832 é que se dá inicio à exploraçao economica, propriamente dita, com a exportação de cerca de 100 toneladas .

Em STP, a exportação de café atingiu o seu máximo em 1889. Pouco antes da independência em 1973 exportaram-se 43 toneladas de café.

O café foi durante mais de trinta anos o único produto cultivado e exportado, em STP. So a partir de 1868 começa a sofrer a concorrência do cacau.


dimanche 21 octobre 2007

Plantas Viajadoras...



O cacau, esse grande viajador ...

A primeira classificação de cacau foi feita em 1753 quando Lineu, deu o nome de Theobroma cacau (comida dos Deuses) à arvore do cacau. Contudo este não foi o primeiro nome latino. Em 1626, Petrus Martyr Anglerius chamou ao cacau Amygdaloe pecuniarioe, e era usado como moeda pelos indios.
O cacaueiro, Theobroma Cacau L, pertence à família das Sterculiáceae. É originário de América Sul, possivelmente dos vales dos rios Orenoco e Amazona, onde se encontra em estado espontâneo.

A planta foi levada para fora da área de dispersão em tempos muito antigos. Era já cultivada pelos Aztecas e Mayas quando os Espanhóis chegaram à América Central, em principio do Século XVI.Funcionava na região como moeda corrente entre as populações Mayas e Aztecas.Supõem-se que teria sido inicialmente utilizado pela polpa açucarada e a partir da qual preparariam uma bebida adocicada.
É só no século XIX que a planta é trazida para África. Quando já fazia furor nas cortes europeias, desde 1585 época em que chegou a Sevilha o primeiro carregamento oficial proveniente de terras de Vera Cruz.
José Ferreira Gomes trouxe o Cacaueiro do Brasil para a ilha do Príncipe como planta ornamental em 1822 e nessas condições se manteve durante muitos anos. Daí é levada para a ilha de São Tomé e Fernão do Pó, donde um índigena de nome Tetteh Quarshie terá levado uma planta para terra firme de África (antiga Costa do Ouro) em 1879.
________
Apesar de ter viajado tanto, o Thebroma cacau continua a dar os seus frutos no sul, fiel ao clima tropical e quiça à pobreza...
é a partir desta plantinha, viajadora que se fazem os chocolates... a transformação do seu caracter começa a ser feito a sul, onde inumeras trasnformaçoes tecnologicas lhe conferem o nome de "favas de cacau", normas internacionais continuam a formatar a sua identidade: assim vamos ter cacau de primeira e extra, digamos as elites do cacau, aqueles que fazem as delicias dos grandes chocolateiros, aqueles que viajam em primeira classe. Viajam para norte, onde, continuam as transformaçoes tecnologicas, as "favas de cacau" passam a ser requintadas delicias para a boca - os chocolates - finamente aromarizados com o perfume de outras plantinhas viajadoras, como a baunilha, por exemplo... longo processo de integração, num contexto social, tão diferente dos vales do Orenoco e do Amazonas... ainda assim, o chocolate teima em guardar as suas origens, impondo, altivo, o seu nome latino - Theobroma cacao ...
Ironia do destino, os melhores chocolates do mundo, estao, hoje, expostos no salão do chocolate em Paris. Neste salão, o chocolate, espelho, da confluencia das multiplas identidadeas do teobroma, brilha, pelo seu sabor, estetica, origem geografica... Varios são os paises que se fazem representar, sob a batuta, desta plantinha, viajadora, originaria da America latina... STP esta presente. O representatnte de STP tem residencia em Marseille...
STP ja foi no longinquo sec XIX primeiro produtor mundial de cacau. Ja foi um pais essencialmente agricola, cuja economia dependia sobretudo do cacau, café e copra... Hoje, vive de esperanças, esperanças que um dia o petróleo jorre... e volte a irrigar, os solos, ja ferteis, das ilhas do meio do mundo ...