Affichage des articles dont le libellé est africa. Afficher tous les articles
Affichage des articles dont le libellé est africa. Afficher tous les articles

lundi 17 mars 2008

Moussa Kaka ... continua detido




Moussa Kaka,
jornalista, correspondente da RFI, esta detido depois de 20 de Setembro, em Niamey, Niger. Moussa Kaka é acusado de ter pactuado com os rebeldes tuaregues.
Leia mais aqui e aqui em francês. se necessario utilise o tradutor aqui

lundi 10 mars 2008


Donald Kaberuka,
presidente do Banco africano para o desenvolvimento, (BAD) declarou ao jornal “les Afriques” que, Africa continuará a afixar o seu crescimento, independentemente dos problemas mundiais. A taxa de crescimento africana para 2008 sera, 1% superior a 2007, isto é, 6,5%. leia mais aqui, em francês.

______
se necessario, utilize o tradutor aqui

recursos naturais nao sao determinantes para o desenvolvimento...



José Brito,
ministro da economia, do Crescimento e da competitividade,
de Cabo Verde,
em entrevista ao jornal “les Afriques”, declarou: “Tempos houve em que, Cabo verde, viveu essencialmente da ajuda publica ao desenvolvimento e das remessas dos emigrantes. Hoje, já não é o caso. Hoje é o investimento directo estrangeiro que implusiona a nossa economia”.

Mais adiante Brito acrescenta Os recursos naturais sao importantes para o desenvolvimento de um país, mas não são determinantes e Cabo-Verde é disto um exemplo. Brito diz ainda que “a estabilidade política, macroeconomica e o desenvolimento da educação, sao a essencias para o desenvolvimento país”.

Brito salienta, também, a importancia da consolidaçao do estado de direito em Cabo-Verde. “O poder judiciario é independente. Não há intervençao politíca sobre o poder judiciario (...) muitas vezes em Africa existe uma grande fraqueza institucional. Temos tendencia a considerar que a democracia é o voto, ou simplesmente a alternância. Penso, que, isso nao é suficiente, é absolutamente, necessario que as instituiçoes funcionem e que elas possam tomar decisões que sejam independesntes do poder politico. Assim, se cria a confiança, para que os investidores venham...”



_______

leia mais aqui em francês
se necessario, utilize o tradutor aqui

mardi 12 février 2008

Pensar diferente...



No Senegal, um mausoléu foi erigido, à memoria e obra de Cheikh Anta Diop, historiador e escritor falecido há vinte e dois anos.

A cerimónia de inauguração desenrolou-se no dia 8 de Fevereiro de 2008 à Thieytou, localidade da região de Diourbel (centro) onde estão os restos mortais Cheikh Anta Diop, na presença de responsáveis senegaleses e membros da família do cientista, cuja obra é marcada por numerosos trabalhos e obras égyptologie.

segundo o le monde, o mausoléu foi construído a pedido do presidente senegalês Abdoulaye Wade para "corrigir um erro (da história)."

Cheihk Anta Diop foi em abono da verdade um solitario. Nascido a 29 de Dezembro de 1923 à Thieytou (Caytu), fequentou a escola à Diourbel, DaKar e Saint- Louis (norte). Estudou física e química, mas também a história e as ciências sociais em França, antes de especializar-se em física nuclear.


Cheikh Anta Diop, convida, no video acima, todos os cientistas do “mundo negro” independentemente do seu país de origem, a fazerem a distinçao entre ciência e ideologia. Diz, Ele, que a “ideologia jà fez mal de mais à ciência... por isto, nòs temos todo o interessa em mostrar que estamos num terreno estrictamente cientifico...”
_________
Que erro pretende o presidente senegalês reparar? Porquê esta homenagem, 22 anos depois?O que se tera escondido sobre Anta Diop? porquê? Sera que a "verdade" sera reposta algum dia?Porque foi CheiKh Anta Diop contestado, tanto, no Senegal como em França? Porque sera que Senghor o considerou apenas como um "agitador de ideias"? O que é um " agitador de ideias"? Quando é que um pensamento pode e deve ser classificado como "agitador"? Sera que os intelectuais da época cofundiram ciência com ideologia? E agora, como é que a coisa se passa? Existem nos nossos dias "agitadores de ideias"? Ou sera que apenas se confunde ciencia e ideologia? Sera que os intelectuais ainda hoje confundem ciência com ideologia? O que é a ciência? o que é a ideologia? Porque sera tão dificil interagirmos com aqueles que pensam diferente? porque sera tão dificil respeitarmos pensamentos diferentes? Porque tendemos a ridicularizar todos aqueles que pensam de maneira diferente? Porquê que, consciente ou inconscientemente ostracizamos aquele que pensa diferente? sera que vivemos no mundo do "sempre foi assim" e por conseguinte tudo é imutavel? A ser assim, a todos aqueles que ousam pensar diferente, resta-lhes a consolação de um hipotético mausoléu... sera?
____
tradutor aqui
foto tirada daqui

jeudi 7 février 2008

Violência urbana em Maputo





Porque teriam os acontecimentos evoluido para tal estágio de violencia? A violência tombou do céu, de um momento para outro? Infelizmente, o ser humano, olha, de preferência, para o "sofrimento espetaculo". As restantes, manifestaçoes de sofrimento, sinais de descontentamento, são invisiveis, incolores, inodoras... como observa-las? Será que o descontentamento dos cidadãos resume-se, unica e exclusivamente, ao aumento do preço do pão e dos transportes semi-colectivos? Questão, deveras, trivial.


O certo, é, que na sequencia, da manifestação popular as tarifas dos transportes voltam ao estádio inicial. Quais são os problemas que daí advém? Encontara, seguramete, varios subsidios, do ponto de vista sociologico, aqui, aqui e aqui . Entretanto, sugiro, que leia, o interessante, artigo, do economista Basilio Muhate, aqui.
ja agora, veja também uma interessante discussão aqui

________

imagem tirada daqui

mardi 5 février 2008

conversas de café...


Africa e seus ditadores...



Tenho duvidas se o problema de Africa se centra exclusivamente em seus ditadores. tenho muitas duvidas mesmo. Varias questões bailam no meu espirito. Quem são os ditadores? O que são ditadores? Como se produzem ditadores em Africa? Deveremos analisar o problema dos ditadores africanos, do ponto de vista local ou global? Os ditadores africanos sao produzidos no interior do territorio Africano ou no seu exterior? Onde estao os ditadores, no territorio africano, ou no exterior deste? é possivel analisar o problema da ditadura em Africa sem considerar as suas relaçoes com o exterior?

Nao quero fazer o papel de “advogada do diabo”, mas esta nao é a primeira revolta contra Iddriss Deby, no Tchad. Em outras ocasiões a França interferiu. Na sequência de declaraçoes controversas do presidente francês Nicolas Sarkozy, no caso da ONG humanitaria “arca de Zoé”, Iddriss Deby ousou dizer a Sarkozy: “ O Tchad é um pais soberano”. Desta vez, os avioes franceses, úteis noutras revoltas, estão estacionados em Libreville. “nao intervêm nos problemas de um país soberano”! Sera que as declaraçoes de Iddriss Deby , influenciaram a tomada de posiçoes França? Não sei. Sao apenas questoes a reflectir. Creio.

Acho, ainda, interessante, o facto de que, não param de chegar a Libreville aviões com expatriados franceses. Impossivel dormir, o ruido emitido pelos aviões é ensurdecedor, o calor tambem nao facilita. Assim, dou por mim a pensar nos muito tchadianos, que ganham os paises, vizinhos pelas bordas de agua, caminhando com seus pés todo o terreno...

Nao sou apologista de ditadura alguma. Mas, impossivel não me inquietar pelo futuro do Gabão, por exemplo. Antes de muitos de nós nascermos, Omar Bongo, já era presidente. Atendendo à sua idade, e, ao facto que a morte é uma certeza para os nascidos, resta-me esperar, que os gaboneses sejam "sages"...

Acresce ao facto que, em alguns paises da Africa Central, assim como da região dos Grandes Lagos, estão as melhores terras agricultáveis de Africa. Considerando que 60% dos africanos tira o seu rendimento da agricultura e que o Banco mundial recomenda que se coloque a agricultura no centro das politicas de desenvolvimento, é caso para se perguntar em que estarão a pensar os nossos sábios?

sao, apenas, algumas ideias surgidas no calor do café...

lundi 21 janvier 2008

Conversas de café...




sentados na esplanada,
em torno de um chá amigo, destilávamos o amertume da vida. mauricianos, ivoirianos, corsegos, belgas, vietenamitas e sao-tomenses iam dedilhando suas critícas ao ritmo da actualidade inter-nacional. Sim, pela força das multlipas nacionalidades, a conversa, foi coloridamente inter-nacional. conversas daqui e dali. ruído, de nossas vozes, galopava. desabafos relampejavam. fantásticos acordes dissonantes. lá, no Quénia, o eco ribomba. aqui, no café, teorias, bombásticas, embalam nossos ouvidos, melodia desafinadamente afinada: communitarismo, corrupçao, conflito de gerações. carimbavamos, assim, as certezas de cada um, no certificado da duvida.

O chá, temporariamente esquecido.arrefecia. tranquilo. os ânimos baixavam. ao som da ultima trovoada, vozes calam-se resignadas. desabafos, adormecidos, repousavam nas chávenas vazias... de repente, nova descarga electrica, dilacera a atmosfera. vibrações belgas, pairam no ar: “digam-me lá, porque é que a Bélgica, esteve sem governo, durante seis meses, devido, ao eterno conflito, entre Flamands e Wallons, mas não degenerou na chacina observada no Quénia? vocês parece que vivem ainda na idade média!” Ups! as chavenas vazias aqueceram-se. como, não sei! ouviu-se de tudo... o cansaço engoliu a emoção, as vozes, sem energia, esconderam-se nos rostos sem historia. estupefacção,...o chá tornou-se amargo. amargamente amargo. despedimo-nos. o gosto amargo de uma Africa selvagem, supostamente, comunitarista, corrupta e diabos a quatro, viajou no meu cerebro. uma Africa diabolicamente diabolizada. dolipran. impotente. o eco do chá continuava na minha cabeça.

releio o texto de Mukoma Wa Ngugi, no blog de chapa 100. detenho-me no paragrafo seguinte:

The first element to consider is that in the absence of strong democratic institutions (the three pillars of legislature, executive and judiciary), democracies in Africa are relying more and more on the goodwill of politicians: in this case, a nation is only as democratic as its politicians.”

não estara aqui a resposta à questão colocada pelo meu amigo belga? marcar um outro cha. impõem-se. enquanto isso, enviei o texto de Mukoma Wa Ngugi , a outros amigos. bate-papo interminavel e super –interessante. as instituiçoes democraticas Belgas sao fortes. Contexto favoravel a negociaçao. Penso. em Africa as instituiçoes democraticas assentam na força do homem politico ou politizado, nao sei. O que acham? sera que podemos mesmo falar de instituiçoes democraticas em Africa. existem? Umh, vou dormir... amanha é dia de trabalho.

vendredi 11 janvier 2008

L’Afrique face à ses défis démographiques...




"L’Afrique face à ses défis démographiques : un avenir incertain",
Sous la direction de Benoît Ferry / Karthala-CEPED-AFD, 2007


Dans la mondialisation actuelle, l’Afrique subsaharienne est de plus en plus marginalisée tant sur les plans économique que politique et pourtant sa population croît considérablement. Elle comptera 1,4 milliards d’habitants en 2040, contre 750 millions en 2006. L’Afrique subsaharienne se trouve ainsi confrontée à de nombreux défis démographiques, liés notamment à la jeunesse de sa population, au rythme de sa croissance démographique et à une transition démographique tardive et limitée. Entre un présent contrasté et un avenir incertain, la dynamique démographique africaine est à la croisée des chemins.
Y a-t-il véritablement une exception africaine ou s’agit-il d’un décalage dans le temps ? Le développement tant souhaité n’est-il pas compromis par l’importance de cette inertie démographique ? Quels types de politiques et d’actions permettraient d’accélérer les processus ?
________
se quiser ler em português utlise o tradutor aqui

samedi 29 décembre 2007

E Deus criou a “arca de Zoé”…





Segundo o livro bíblico do Gênesis, a Arca de Noé foi a provisão pela qual os antepassados de toda a humanidade sobreviveram ao Dilúvio Bíblico.

Nesta quadra natalicia, que se quer de muito amor, muita paz, fraternidade e solidariedade, Deus reeditou a arca de noé, em francês, claro, “arche de Zoé” . Escolheu, assim, Deus, uma lingua prenhe de significaçoes, a lingua dos direitos do homem , lingua de Moliére, patrono da comédia francesa. A escolha de de Deus nao foi “por acaso”. Nao, nao. Deus, sabe sempre o que faz. E, quando, parece, que nao sabe, nao faz mal. Deus é Deus. Dizia eu, que Deus escolheu uma simpatica lingua romanica, língua justa e justiceira, e porque não desinteressadamente solidária, para nos questionar sobre o significado de “humanitario”.

Voilà, “humanitaire”, “humanitario”, essa grande palavra, dotada de bons sentimentos, embalando nos seus braços, todos os homens do planeta, tanto a norte como a sul. Por vezes, na falta de braços longos, muito longos, os abraços fragmentam-se, multiplicam-se, organizam-se e reorganizam-se, varios abraços, diversas acçoes - “acçao humanitaria” , “ajuda humanitaria” . Mas, a questão que se coloca, neste momento é a de saber em caso de diluvio, quem sao os priveligiados de Deus?




A acção humanitaria” é pura e desinteressada? Sera o “humanitario” um mundo de negociaçoes permanentes?


o embroglio diplomatico –humanitario protagonizado pela associação francesa “arche de Zoé” no Tchad, talvez, nos possa ajudar a reflectir sobre estas questoes. “Arche de Zoé” tinha por lema “agir, sem olhar a meios”. Método, hoje criticado, inclusivé, por outras ONG’s. A questao que se coloca é de saber se as criticas, neste momento, dirigidas, à “arche de Zoé”, são fruto de uma reflexão amadurecida, ou apenas a vontade salvarem a imagem de suas ONG’s?
Quem sao os priveligiados de Deus, afinal? Serao aqueles embarcados na arca? Ou serao aqueles que ficam em terra? de que Deus falamos nós?

_______

foto tirada daqui

lundi 15 octobre 2007

Africa e seus "tumores"

Varias vezes, tentei saber, porque se acorda tanto dinheiro à luta contra o HIV- SIDA. Mas, entre colegas e amigos, acharam-me cruel. Desconfio que, você, caro leitor provavelmente reagirá como eles. Contudo, arrisco...

Nunca percebi porquê que os governos em Africa devem combater o HIV- SIDA! Mulheres morrem, deixam orfãos, homens morrem deixam viuvas... enfim todo o mundo morre!!! É claro que a perca de vidas humanas, para além, da componente emocional, acarreta a desestruturaçao da unidade familiar, diminuiçao de força de trabalho, diminuição de rendimento por unidade familiar... o que seguramente tem repercursões negativas na economia dos países, que se pretendem, desenvolver.

Assim, dificil torna-se ignorar o flagelo HIV- SIDA. Nem eu pretendo que se ignore. Mas passando, rapidamente pelos sites da OMS em varios paises africanos, apercebi-me que acordam longos tratados à HIV-SIDA. Mas pouco ou nada, se diz, por exemplo, sobre o cancro do colo do utero, sobre a vacina que pode evitar tal doença e com ela a morte de mulheres, mães, filhas, irmãs... diminuindo o numero de orfãos e de viuvos... contribuindo para a diminuiçao da desestruturaçao de unidades familiares, consequentemente aumentar a força de trabalho e conseguir um efeito não tão negativo na economia dos paises que pretendem desenvolver-se.

Certamente que o numero de mortes causados pelo cancro do colo do utero é inferior ao numero de mortes causadas pelo HIV-SIDA. Mas, foi posta no mercado no fim de 2006 uma vacina destinada a prevenir esse tipo de tumor. Dispomos, pela primeira vez de uma vacina capaz de prevenir um tumor e de reduzir os cancros do colo do utero. Certamente, a vacina é cara. Talvez , seja por isto que tenha sido fortemente publicitada na Europa e quase ignorada em Africa. Onde só uma elite priveligiada pode apanhar o aviao para países onde a vacina e outros tratamentos estejam à disposiçao das mulheres. A restante populaçao feminina, morre feliz, porque ignorante.

Acresce ao facto de existirem outros tipos de cancro, cujo indice de mortalidade tem aumentado nestes ultimos anos, na Africa subsahariana.
Porque nos preocupamos apenas com aqueles que sabemos que vao morrer e nao com aquelas que ainda podem viver? Sera crueldade colocar esta questao? Digam-me por favor.

---

foto: tirada aqui

mardi 9 octobre 2007

Mon « Mugabe » à moi (2)


Penso que a tomada de posição do governo moçambicano, (tal como caiu de paraquedas) é, digamos, o reflexo daquilo que são as relaçoes sul/sul e norte/sul, "politicas avulso", tipo "tapa furos". Pois duvido que haja uma verdadeira estratégia por traz desta acção.
Entretanto, penso que , seria importante saber, o que ira mudar a partir da tomada de posição de Eduardo Koloma. O que mudara no Zimbabué? O que mudara em Moçambique? O que mudara nas relações entre a UA e a UE? o que mudara no interior da propria UA?
Dei uma voltinha, pela blogosfera, e pude constatar que, de facto as pessoas, estão, grosso modo, a reagir, apenas, como seres humanos desiludidos! Varias são as razões, eu propria nao fuji à regra, alias constata-se aqui.
Creio, em consequência, que, não é à “resistência à chantagem” que os cidadãos têm estado a reagir, mas, sim, à atitude passiva do Governo de Moçambique, face ao sofrimento dos cidadaos no Zimbabué. A indiferença do governo face ao que as pessoas designam de corrupção, de injustiças, de exclusão social, de violencia moral e fisica... as pessoas nao olham para a “resistência à chantagem” como o primordio de uma mudança, mas sim como uma concertação entre os dois governos, que se tornam tacitamente cumplices. Uma concertação entre as elites no poder. Os cidadãos estao a dar um cartão vermelho aos seus governantes. Nao hà confiança.
Sera que o cidadão moçambicano tem, estado, no dia à dia, orgulhoso do seu governo? Em caso afirmativo, quem são as pessoas que se sentem neste momento orgulhosas da acção do governo moçambicano? Seria interssante ver quem são os “a favor” e os “ contra” e ainda os que são “indiferentes” à tomada de posição de Eduardo Koloma. Por outro lado, quem gosta de ser oprimido e humilhado? Portanto é natural que a analise se bipolarize ( exemplo: Langa vs Mabunda) longe do factor “resistencia à chantagem”.
As pessoas estão a projetar nesta tomada de decisões do governo moçambicano, as suas angústias (problemas do dia a dia, problemas economicos, racismo, etc, etc). Por isto, penso, que a observação empírica permitir-nos-ia fazer uma tipologia dos actores, os que são “a favor”, os que são “contra” e, evidentemente, os que são “indiferentes”. Observariamos que, penso eu, as representações sociais seriam mais ou menos convergentes e divergentes , segundo o estatuto e o papel dos actores. Assim, encontrariamos influencias de representações sociais do passado, do presente, e da projecção de um futuro ancorado no passado, espelho do presente, das sociedades e/ou das instituições que pretendemos mudar.
Enfim, breve, o que està em causa, nao é a tomada de posiçao do governo moçambicano, mas a imagem que o cidadão, tem nomedamente, do governo moçambicano e do governo zimbabweano. É a representação em torno da acçao dos dois governos que impede, em minha opiniao, que as pessoas olhem para a atitude do governo moçambicano, materializado na pessoa de Koloma como um acto de “resistencia à chantagem”, isto é, como os primordios de mudança nas relaçoes entre UA-UE, como ponto de viragem nas relaçoes norte/sul, como ponto de viragem nas dinâmicas de mudança, nas relaçoes de cooperação, sul/sul e norte/sul.
A “resistência à chantagem” vista como ponto de ruptura, das relaçoes sociais, no interior dos varios sistemas, que dão corpo à tomada de posiçao do governo moçambicano, seguida de restruturação e hipotetica reorganização, mesmo, no limite, cristalização de novos processos de relações sociais, na interface desses mesmos sistemas, é um facto. Assim, olhando para a “resistencia à chantagem”, nao é Mugabe, nao é Tony Blair, nao é Gordon Brown, nem mesmo Eduardo Koloma que estao no centro das atençoes, mas a construção de um novo espaço social saído do conflito em torno da resistencia às reformas. Ao colocar “ a resistencia à chantagem” no centro da minha analise, esta, permitir-me-à, de esquiçar, a complexidade do fenomeno Mugabe, na Africa Austral em particular...
....é esta, aqui, e, agora, a minha opiniao.
________
Este, foi , grosso modo, o comentario que havia colocado aqui